{"id":91316,"date":"2019-11-19T10:26:24","date_gmt":"2019-11-19T13:26:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/?p=91316"},"modified":"2019-11-19T10:26:24","modified_gmt":"2019-11-19T13:26:24","slug":"malg-recebe-a-exposicao-matoadentro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/2019\/11\/malg-recebe-a-exposicao-matoadentro\/","title":{"rendered":"MALG recebe a exposi\u00e7\u00e3o MATOADENTRO"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-91318 alignleft\" src=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3-400x300.jpeg\" alt=\"obra\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3-400x300.jpeg 400w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3-768x576.jpeg 768w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3-2048x1536.jpeg 2048w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Dame-3-1568x1176.jpeg 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo abre, nesta quarta-feira (20), a exposi\u00e7\u00e3o MATOADENTRO. A mostra conta com obras de artistas\/professores do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em di\u00e1logo com a obra do escultor Cl\u00e1udio Martins Costa (1932-2008). A exposi\u00e7\u00e3o complementa a mostra \u201cCl\u00e1udio Martins Costa: Instantes de perman\u00eancia\u201d, que tamb\u00e9m se encontra em cartaz no Museu.<\/p>\n<p>No dia 20, \u00e0s 18h, ser\u00e1 realizada abertura e encontro com os artistas. O per\u00edodo de visita\u00e7\u00e3o abre no dia 21 e se estende at\u00e9 15 de dezembro.<\/p>\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o MATOADENTRO podem ser apreciadas obras de Angela Pohlmann, Cl\u00e1udio Martins Costa, Cl\u00f3vis Martins Costa, Dam\u00e9, Daniel Acosta, Liz\u00e2ngela Torres e Kelly Wendt. A curadoria \u00e9 de Cl\u00f3vis Martins Costa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Daniel-Acosta.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-91319 alignleft\" src=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Daniel-Acosta-400x279.jpg\" alt=\"obra\" width=\"400\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Daniel-Acosta-400x279.jpg 400w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Daniel-Acosta-1024x714.jpg 1024w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Daniel-Acosta-768x536.jpg 768w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Daniel-Acosta.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Veja a apresenta\u00e7\u00e3o do curador:<\/p>\n<p>\u201cO olhar p\u00f3stumo para a obra de Cl\u00e1udio Martins Costa, mais do que render uma esp\u00e9cie de tributo, prop\u00f5e colocar a sua produ\u00e7\u00e3o e suas inquieta\u00e7\u00f5es em di\u00e1logo com o trabalho de artistas contempor\u00e2neos. Artistas professores do Curso de Artes Visuais da UFPel que o conheceram pessoalmente, foram seus alunos, ou que apenas recentemente fizeram contato com o seu trabalho. Aborda-se aqui, partindo do olhar de Cl\u00e1udio para a natureza, o universo de seres, for\u00e7as e mist\u00e9rios que comp\u00f5em nossas florestas existenciais.<\/p>\n<p>Portanto, d\u00e1-se a ver o car\u00e1ter aberto de sua po\u00e9tica, um passeio pelo mato onde o escultor\/professor\/etn\u00f3grafo alimentava seu processo de <a href=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-91320 alignleft\" src=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao-400x264.jpg\" alt=\"obra\" width=\"400\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao-400x264.jpg 400w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao-1024x676.jpg 1024w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao-768x507.jpg 768w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao-1536x1013.jpg 1536w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao-1568x1034.jpg 1568w, https:\/\/wp-dev.ufpel.edu.br\/gutenberg\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/11\/Lizangela-Torres.-Operacao.jpg 1878w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>cria\u00e7\u00e3o. Todavia, o di\u00e1logo entre as produ\u00e7\u00f5es aqui expostas atravessa o campo da pol\u00edtica, no que toca a rela\u00e7\u00e3o que estabelecemos com este corpo-lugar al\u00e9m da nossa exaurida no\u00e7\u00e3o de humanidade, e com o outro (seja este a floresta, o tamandu\u00e1, a concha, a noite ou pedra).<\/p>\n<p>Angela Pohlmann examina a forma das conchas atrav\u00e9s do desenho de observa\u00e7\u00e3o. Atenta \u00e0 simplicidade e \u00e0 economia de meios, seus desenhos se apresentam desnudos, transparecendo a imagem mental desta estrutura que comporta a espiral do universo e nos reporta ao infinitamente grande contido no elemento m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Dam\u00e9, ao elaborar a pe\u00e7a de cer\u00e2mica <em>Tamandu\u00e1<\/em> (S\u00e9rie <em>Atropelados em auto-estrada<\/em>), denuncia de forma direta nossa prepot\u00eancia com os animais nativos e tra\u00e7a uma conex\u00e3o bastante direta com a obra escult\u00f3rica de Cl\u00e1udio: uma conversa entre modeladores.<\/p>\n<p>Daniel Acosta apresenta a serigrafia <em>As novas cores da paisagem brasyleira<\/em>, realizada sobre um tecido de origem popular. Substituindo as cores originais da estampa por outras relacionadas \u00e0 camuflagem, aponta para a imin\u00eancia de uma certa militariza\u00e7\u00e3o da subjetividade no contexto atual. Interessante observar que os elementos visuais da imagem de base ligados ao universo kitsch, foram expurgados do campo visual em detrimento de um certo <em>bom gosto<\/em>. Opera-se aqui, na dimens\u00e3o est\u00e9tica, uma \u00e9tica subjacente.<\/p>\n<p>Os percursos cotidianos no tecido urbano s\u00e3o cartografados por Kelly Wendt atrav\u00e9s de um desenho fluido e atentam para o entrela\u00e7ameto de plantas e \u00e1rvores com as estruturas r\u00edgidas do concreto da malha urbana. A linha dura da selva de pedra ganha aqui contornos irregulares que apenas por meio do afeto se desenham e designam formas outras de habitar o mundo.<\/p>\n<p>Composi\u00e7\u00e3o com o fora, incurs\u00f5es por zonas de indetermina\u00e7\u00e3o. A sequencia de fotografias <em>Da s\u00e9rie Opera\u00e7\u00e3o<\/em>, de Liz\u00e2ngela Torres, foi realizada durante \u00e0 noite, entre os anos de 2002 e 2004, na ch\u00e1cara do bairro Cascata, em Porto Alegre: local do nascimento de Cl\u00e1udio Martins Costa (1932-2008). As imagens registram o aparecimento e o desaparecimento de figuras que se misturam no espa\u00e7o da noite. Vultos que indicam aquilo que \u00e9 passageiro, transit\u00f3rio, fugidio.<\/p>\n<p>Vale pensar, atrav\u00e9s dessa po\u00e9tica de vida e morte, assomos e desaparecimentos (epiphasis e aphanisis), no sentido de nossas a\u00e7\u00f5es no mundo. Acompanha a sequencia fotogr\u00e1fica o v\u00eddeo <em>Opera\u00e7\u00e3o<\/em>, do qual participei como autor em conjunto com Liz\u00e2ngela. A a\u00e7\u00e3o consiste no escavamento do piso em ru\u00ednas da antiga casa da ch\u00e1cara. Movimento de reviragem do tempo no espa\u00e7o de um escombro ancestral.<\/p>\n<p>Misturado ao v\u00eddeo e \u00e0s fotografias, o desenho de Cl\u00e1udio, <em>Casa velha da ch\u00e1cara<\/em>, feito em seu \u00faltimo ano de vida, remete ao local de nascimento do artista. A linha tr\u00eamula, mas precisa, indica um mundo vis\u00edvel em via de desaparecimento, uma despedida gr\u00e1fica daquele espa\u00e7o onde engendrou sua forma de pensar e se relacionar com as coisas.<\/p>\n<p>Nos di\u00e1logos provocados por esta exposi\u00e7\u00e3o, podemos aferir uma pluralidade de preocupa\u00e7\u00f5es diante de uma natureza acossada, <em>assaltada de uma maneira t\u00e3o indefens\u00e1vel<\/em>, como aponta Ailton Krenak em <em>Ideias para adiar o fim do mundo<\/em>. Somos convidados pelo l\u00edder ind\u00edgena a manter nossas po\u00e9ticas sobre a exist\u00eancia em contraponto a um certo protocolo comportamental imposto a humanidade por for\u00e7as que entendem o espa\u00e7o natural como <em>recurso natural<\/em>, ou seja, mat\u00e9ria de consumo.<\/p>\n<p>Na densidade de um emaranhado de cip\u00f3s, vegeta\u00e7\u00f5es e trilhas que se bifurcam, uma clareira se apresenta e podemos, como nos convidava o desenhador de graxains, junto aos seus amigos kaingangues, <em>comer milho verde perto do fogo<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">\nCl\u00f3vis Vergara de Almeida Martins Costa<br \/>\nCurador da exposi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u201cMATOADENTRO\u201d<\/strong><br \/>\n<strong>Local:<\/strong> Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Pra\u00e7a Sete de Julho, 180 \u2013 em frente ao Mercado Central)<br \/>\n<strong>Abertura e encontro com os artistas:<\/strong> 20 de novembro, \u00e0s 18h<br \/>\n<strong>Per\u00edodo de visita\u00e7\u00e3o:<\/strong> de 21 de novembro a 15 de dezembro<br \/>\n<strong>Hor\u00e1rio de visita\u00e7\u00e3o: <\/strong>de ter\u00e7as a domingos, das 10h \u00e0s 19h30min<br \/>\n<strong>Entrada:<\/strong> gratuita<br \/>\n<em>Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail secretariamalg@gmail.com ou pelo telefone (53) 3284-4319.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo abre, nesta quarta-feira (20), a exposi\u00e7\u00e3o MATOADENTRO. 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